segunda-feira, 21 de março de 2011

A arte da Pré-História

Salve pessoal!
Bem, a primeira postagem das aulas de história da arte está indo para o blog.
Espero que sirva de base para seus estudos!!!!
Boa Semana!!!!
Professor Alejandro
http://www.4shared.com/document/dAVK7FW2/A_arte_rupestre_2011.html

domingo, 20 de março de 2011

21 de março:Dia Mundial de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial

EXTRA                                                                                                          VEJA, Março de 1960
MASSACRE NA ÁFRICA!!!
Manifestação contra o apartheid acaba em carnificina em
Johanesburgo. Policiais dispararam contra multidão desarmada.

Resultado: 69 negros executados e um país em convulsão
Não é de hoje que o regime de segregação racial conhecido como apartheid vem conquistando lamentável lugar de destaque nas páginas do cada vez mais volumoso livro de calúnias da humanidade. Neste mês de março de 1960, porém, um novo capítulo nessa história de intolerância, discriminação e barbárie foi inscrita com o sangue dos negros pelas autoridades brancas da África do Sul. No último dia 21, um protesto pacífico contra as leis do passe, incentivado pelas lideranças do Congresso Pan-Africanista e reprimido com violência pela polícia em todo o país, causou uma verdadeira carnificina em Sharpeville, a 45 quilômetros de Johanesburgo. Em uma ação desproporcional e covarde, as centenas de manifestantes que se aglomeravam em frente à delegacia de polícia local tornaram-se alvos vivos dos soldados do comando sul-africano. Revólveres, rifles e submetralhadoras, sem aviso prévio ou justificativa, cuspiram fogo contra a multidão, assassinando 69 pessoas e ferindo quase 200 – a maioria baleada pelas costas, em uma tentativa desesperada de fuga.
A inescusável execução em massa provocou náusea na comunidade internacional e despertou a ira das lideranças negras na África do Sul – o temor de uma guerra civil já toma conta de membros do alto escalão do primeiro-ministro africâner Hendrik Verwoerd. Uma semana depois do chamado “Massacre de Sharpeville”, um dia nacional de luto, 28 de março, foi convocado pelos chefes negros. Os funerais das vítimas seriam acompanhados por um boicote do trabalho e novas manifestações contra o passe. Ainda que os líderes do movimento seguissem pregando a não-violência, a tensão latente acabou por registrar uma série de tumultos e pancadarias em diferentes pontos de Johanesburgo, Worcestor e Cidade do
Cabo. Em reação direta aos eventos, já se noticia uma corrida de cidadãos sul-africanos a consulados estrangeiros, em busca de vistos de emigração, bem como um aumento espantoso na venda de armamento aos brancos.
Na véspera dos funerais, para evitar novos conflitos, o governo da África do Sul havia anunciado a suspensão da obrigatoriedade do porte do passe pelos negros. Esperançoso com o que parecia um primeiro ato de conciliação por parte da administração de Verwoerd, o planeta foi logo devolvido à realidade obtusa do apartheid com a declaração oficial de estado de emergência em 30 de março. Sob tal auspício, as autoridades sul-africanas voltaram à carga com prisões em massa – o número, ainda não oficial, é de 18.000 detidos, incluindo o líder do Congresso Pan-Africanista, Robert Sobukwe, e a quase totalidade dos cabeças do movimento negro –, além da criminalização das entidades políticas dos nativos. Uma passada de olhos pela história revela que, atuando na clandestinidade, as oposições não demoram a deixar a resistência pacífica em favor da armada. No ambiente incendiário em que se encontra a África do Sul, parece questão de tempo.
Caderneta da infâmia - Na origem do protesto que geraria o extermínio na township (área urbana reservada aos negros) de Sharpeville está um dos maiores instrumentos de controle e segregação racial a serviço do governo: as leis do passe. Obrigados a carregar as infames cadernetas – que contêm foto, dados pessoais, número de série, registro profissional, pagamento de impostos e ficha criminal – e a mostrá-las às autoridades sempre que solicitadas, os negros não apenas têm sua liberdade de movimento cerceada, mas também são vítimas, a cada abordagem, de atos de humilhação. Caso o indivíduo não apresente o passe, é sumariamente detido. Existente desde a época dos escravos, em 1700, o conceito e a oficialização do passe – e, por tabela, sua oposição – ganhou força com a instauração do regime do apartheid, no ano de em 1948, com a chegada ao poder do Partido Nacional. Na última década, foram várias as manifestações contrárias às leis, notadamente a marcha das mulheres de agosto de 1956. Nenhuma delas, contudo, surtiu grande efeito prático.
No início de março, o Congresso Nacional Africano (CNA) programou, para o último dia do mês, uma nova manifestação anti-passe. Antecipando-se a ela, os membros do Congresso Pan-Africanista (CPA) – fundado no ano passado por dissidentes do CNA –, liderados pelo educador metodista Robert Sobukwe, marcaram seu protesto sobre o mesmo tema para o dia 21, dez dias antes, portanto, da movimentação da associação rival. A campanha, de acordo com a orientação de Sobukwe, deveria ser totalmente pacífica. Todos os africanos deveriam deixar seus passes em casa e, desarmados, comparecer às delegacias de polícia, entregando-se aos oficiais para serem presos.
Os líderes do CPA acreditavam que a detenção massiva de negros resultaria numa pane do sistema: não apenas as prisões ficariam superlotadas, mas também a economia seria bruscamente afetada, com boa parte da força de trabalho no cárcere.

No dia 21 de março, a adesão à chamada de Sobukwe foi maciça, tendo sido observada com sucesso em diversas townships pelo país. Em Sharpeville, uma multidão calculada entre 5.000 e 7.000 pessoas colocou-se defronte ao distrito policial, para aflição do efetivo local de vinte soldados. O pedido de reforços foi imediatamente atendido, com 130 homens, escoltados por quatro tanques Saracen, adentrando o recinto – todo cercado por arame farpado. Vôos rasantes de jatos Sabre e monomotores Harvard buscaram, sem sucesso, dispersar a multidão. Por volta das 13 horas, de acordo com relatos de testemunhas, a tentativa da polícia de deter um negro causou uma pequena confusão perto do portão de entrada da delegacia, e algumas pedras foram atiradas contra os tanques da polícia. O comandante da polícia, G. D. Pienaar, teria então ordenado seus homens a carregar os revólveres, rifles e submetralhadoras. E então, sem que a multidão tenha recebido qualquer aviso ou determinação para recuar, os policiais começam a disparar suas armas. Completamente desprevenidos, os negros bateram em retirada, desesperados. Os projéteis seguiam em sua direção, alvejando os retardatários pelas costas. Pouco mais de dois minutos depois, Sharpeville encerrava seu cenário de apocalipse. Dúzias e dúzias de mortos e feridos jaziam nas cercanias.
O comandante Pienaar, com doentia tranqüilidade, explicou a ação. “Meu carro foi atingido por uma pedra. Se eles fazem isso, precisam aprender a lição da forma mais dura.” O primeiro-ministro Verwoerd também forneceu seu aval à matança, dizendo que os manifestantes em Sharpeville “atiraram primeiro” – apesar de não terem sido encontradas armas com os manifestantes ou deixadas por eles. Presente no local, o britânico Ian Berry, fotógrafo da revista Drum, rebateu as alegações oficiais de legítima defesa. “Os policiais não estavam em perigo. Presumo que eles tenham atirado com o intuito de dar à multidão, e a toda África negra, por conseqüência, uma terrível lição.”
Comparação lisonjeira - Do resto da África ao Vaticano, o mundo civilizado repudiou com igual fervor não apenas a chacina, mas também a naturalidade com que o governo da África do Sul a encarou. William Tubman, presidente da Libéria, definiu o massacre de Sharpeville como “a mais vil, cruel e inadmissível ação na história humana.” O departamento de Estado americano classificou a violência dos policiais de Verwoed como “deplorável”, e lamentou as perdas trágicas da comunidade africana. O jornal L’Osservatore Romano, órgão de imprensa oficial do Vaticano, questionou o motivo pelo qual a polícia da África do Sul não empregou “técnicas modernas de dispersão como mangueiras de água e gás lacrimogêneo, que são usados em todos os países civilizados, ao invés de massacrar homens, mulheres e crianças indiscriminadamente”.              
Pouco antes do fechamento desta edição, no dia 1º de abril, uma reunião extraordinária do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas abordou o assunto e deu origem à resolução 134 do órgão. O documento responsabiliza o governo da África do Sul pela ação e urge que a administração abandone a política do apartheid, que coloca em perigo a paz e a segurança internacionais. O primeiro-ministro Verwoerd, porém, outra vez deu de ombros. “As críticas vêm apenas dos agitadores do mundo político. As pessoas de bem estão em sua maioria quietas.” Se o chefe de estado não estivesse tão absorto em sua insanidade, veria que não é bem assim – os apupos desta vez vêm também do próprio quintal. A imprensa branca africâner, sempre nacionalista, já vinha pedindo moderação ao líder – não à toa, o Johannesburg Vaderland já sugeria, no dia anterior ao massacre, “um sistema mais simples e menos doloroso de passes”.
O Johannesburg Star, de língua inglesa, atacou Verwoerd após o derramamento de sangue. “É patética a fé do governo em metralhadoras para resolver problemas humanos básicos.” O bispo anglicano de Johanesburgo apelou “a todos aqueles que têm sentimentos humanos na África do Sul para combater as táticas policiais.” No entanto, o mais simbólico, contundente e representativo protesto contra a administração federal veio por cortesia de uma manifestação de mais de 500 estudantes brancos da Universidade de Natal, em Durban. Os jovens mandaram confeccionar cartazes nos quais, em menos de 30 caracteres e com uma lapidar frase sem verbo, resumiam a indignação de um planeta: “Hitler 1939, Verwoerd 1960”. Nada mais precisa ser dito. Mas algo precisa ser feito para que se evite, duas décadas depois, a repetição de tal aberração.


Violência feminina na escola: aonde queremos chegar?



Sei que a ideia deste Blog é trabalhar com as questões da arte, e parece ser que este assunto se restringiria as aulas...Mas há mais do que isso, para aqueles que trabalhamos com artes e educação.
Afinal, de que adianta fala de El Grecco ou da arte paleolítica, se não olhamos para fora desses assuntos académicos e sentamos a conversar e ver o que passa entre os estudantes?
Nesta semana, três fatos me deixaram incomodado, preocupado, entristecido.
No primeiro, um grupo de meninas-adolescentes, da 5ª série de uma das escolas que trabalho tiveram um "ataque coletivo" de grosseria e durante dois períodos fizeram questão de ser o tema central de minha aula, em detrimento dos outros alunos da mesma turma, que, cabisbaixos, se limitaram a ouvir as reclamações e as cobranças daqueles que estamos ali para ajudá-los a tecer um futuro diferente.
Meninas-adolescente, pois a maioria já abandonou os inocentes campos da infância para brincar com sua aparência de adolescentes, mas reagem e se comportam como crianças grandes. Nada seria tão trágico se junto a sua revolta injustificada não se juntasse um nível de baixaria verbal, de palavrões, de agressões e ameaças. Conheço as ruas, e olha, nem nos lugares menos recomendados a quem teme a crueza das vida noturna escutei tantos palavrões.
Noutro dia da mesma semana, duas adolescentes "mais velhas" de outra escola se engalfinharam no primeiro período de aula do dia, e brigaram corredor afora, deixando um colchão de cabelos pelo piso das salas e corredores, ao ponto tal de que no livro de atas da escola estão colados, com fita durex, duas mechas de cabelo como prova da "batalha" ali travada.
Em outra turma, outras meninas-adolescentes, de quase a mesma idade, me mostraram orgulhosas sua "obra de arte": tatuagens feitas nos pulsos com a lâmina do apontador, que espertamente tiravam com a frágil tesourinha de ponta arredondada. No braço, seus nomes tatuados como o faziam os marujos ou os presidiários...Nada de delicadas imagens, nada de "tribais" nas costas, nada de fadas ou borboletas: seu nome cru, com letras retangulares.
Fiquei pensando por que isso, de onde vem isso, quem lhe disse que essa atitude era a "certa", que elas sabem não ser a correta? O que ganham com isso? Aonde querem chegar?
A resposta é simples: a nenhum lugar. Querem congelar-se no tempo e no espaço, e afirmar que esse é seu máximo passo aonde podem chegar: a sala de aula de uma escola pública.
Se comportando como "homens", ou seja, o estereótipo de homem que elas reconhecem como tal, insultam, brigam, ameaçam, são obscenas, são quase "perigosas"...
O que consideramos "temas" que originam essas situações, não são a "revolta" com a escola, ou a "briga" por namorados: há um latente chamado de atenção à sociedade. Essas meninas-adolescentes não visualizam seu futuro, não podem ter sonhos, não conseguem pensar além daquilo que hoje são.
Num país em que a mulher começa a galgar seu reconhecido espaço, onde temos uma presidente mulher, onde já tivemos governadora e prefeita mulheres, onde a maioria das vagas da Universidade são ocupadas por mulheres, estas meninas-adolescentes ainda vagam num limbo que lhes nega o futuro.
As meninas-adolescentes são capazes de agredir, de insultar, de discutir, de discriminar, de bater, de brigar, de atirar objetos, de ter rancor e ranço. Mas são incapazes de sonhar.

E então, querendo ser as "Meninas Super Poderosas", se tornam verdadeiras vítimas da própria violência da qual elas fazem parte.
A meus colegas professores, um alerta: vamos pensar e falar sobre isto.
A meus alunos e em especial as gurias: vamos mudar isto!!! Nada de "lição de moral": nada é mais "poderoso" do que um sonho que torna realidade. Então, vamos sonhar coisas diferentes?
 Boa semana!!!
 

sábado, 26 de fevereiro de 2011

LEITURAS DE REFERÊNCIA



Estes foram alguns dos livros utilizados para construir o planejamento das aulas 2011 de artes:

Proença, Graça- “História da Arte” São Paulo: Editora Ática, 2004

Fischer, Ernst- “A necessidade da Arte”; Rio de Janeiro: Editora Guanabara S.A., 1987

Gombrich, E.H. _ “A história da Arte”; Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1979

Pischel, Gina- “História Universal da Arte 1”: São Paulo, Cia de Melhoramentos, 1966



A função da arte 1-Eduardo Galeano


“...Diego não conhecia o mar. O pai, Santiago Kovadloff, levou-o para que descobrisse o mar.
     Viajaram para o Sul.
     Ele, o mar, estava do outro lado das dunas altas, esperando.
    Quando o menino e o pai enfim alcançaram aquelas alturas de areia, depois de muito caminhar, o mar estava na frente de seus olhos. E foi tanta a imensidão do mar, e tanto fulgor, que o menino ficou mudo de beleza.
     E quando finalmente conseguiu falar, tremendo, gaguejando, pediu ao pai:
     - Me ajuda a olhar!...”
Texto extraído do "Livro dos Abraços", de Eduardo Galeano.

De volta às aulas!!!

Olá pessoal!!
     Bem, com certeza, quem está lendo este blog, novinho, recebeu a notícia dele através de nosso encontro em sala de aula, ou nos corredores de nossas escolas. Que tenho a sorte de estar em três, Jardim Planalto, Maria Sirley Vargas e Dyionélio Machado.
   O ano que inicia será repleto de novidades, mais do que nada na nossa aula. Afinal estudamos artes, essa matéria que parece tão "desnecessária" nestes tempos onde tudoé dinheiro, mas que, como as matérias ligadas ao pensamento(letras, portugués, filosofia, histtória, línguas estrangeiras) é fundamental para ter um futuro melhor. Ou já se perguntaram por que nas escolas particulares mais caras sim há ensino de artes, sim há ensino de história e filosofia, sim há ensino de linguas estrangeiras?... É porque sempre os vencedores, aqueles que dirigem seu futuro e acabam dirigindo a sociedade, tiveram uma formação cultural ampla e profunda. Muitos deles dizem: "...ao pessoal da Escola pública, não lhe é necessário pensar. É perigoso. Que sejam bons "profissionais". Bons técnicos. Bons empregados.Não façam eles sonhar: isso é muito perigoso..."
A   arte sempre esteve presente na história da humanidade, para contar a história, muitas vezes desde o ponto de vista dos vencedores. Mas também esteve presente para ser testemunho dos sonhos da humanidade, dos melhores sonhos; das paixões e dos amores, da poesia e do futuro.
Por isso ensino arte. História da arte, que todos haverão de aprender a partir deste ano, e linguagens da arte. O pessoal do primeiro ano do Ensino Médio vai aprender desde a Arte Rupestre, passando pela arte da Antiguidade(Mesopotâmia, Egito, Creta, Grécia, Arte Oriental, Arte Africana). E vamos trabalhar com todas as linguagens e possibilidades do desenho.
O pessoal do Segundo ano do Ensino Médio vai aprender desde a Arte Rupestre, passando pela Antiguidade e chegando até as artes da Idade Média. Trabalharemos com Pintura e Escultura.
O pessoal do Terceiro ano do Ensino Médio terá suas aulas concentradas na história da arte toda, desde a arte rupestre até nossos dias... Isso por que assim, estarão se preparando para o ENEM!!! E também, é claro, para sair da Escola com o conhecimento de toda a história da Arte.
Teremos vários eventos este ano, em especial a "Bienal de artes do Mercosul", a qual pretendo visitar com as turmas... São 32, nem sei como farei!!! Se levar todos, serão mais de 900 estudantes, mais de  20 viagens de ônibus... Vamos ver se é possível, mas a idéia é essa.
Neste Blog pretendo postar cada aula que darei, fotos de nossos trabalhos e notícias de artes.
Espero que seja útil e que ao encerrar o ano, este blog tenha tido sucesso!!!
Professor Alejandro